quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Futuro

Mais uma vez aqui. Eu tenho muitos assuntos pra abordar, mas eu venho analisando muito sobre o que vou escrever agora. É uma coisa que esta incomodando um pouco e acho que alguns vão se identificar. Futuro. Palavra tão passageira e tão interessante. Pois é, o que são dois próximos segundos?  Quando você leu esta passagem, os dois segundos futuros tornaram-se passados. Nem parece tanta coisa assim falando de dois meros segundos. Mas relembre um local ou uma pessoa que você gostaria muito de ver. Você tem dois dias para ficar com essa pessoa, ou visitar este local. E quando a sensação é boa de estar fazendo o que você tanto queria, o que estava no futuro, já acabou. E mais do que ter feito uma coisa que você queria muito, ficaram lembranças.
                É, eu acho que todo mundo já pensou nisso. Mas é eu vou viajar profundamente agora, em uma coisa mais racional. E quando imaginamos o futuro próspero. Sim, o tão querido e sonhado futuro próspero. Seja qual for a forma de alcançar os sonhos, no final todo mundo quer é encontrar a felicidade. Ou talvez não, tem tanto masoquista... Isso não vem ao caso. O negócio é que quando eu era criança, idealizar as coisas pareciam fáceis, na verdade, minhas idealizações acabavam em brincadeira e as minhas bonecas tinham a vida que eu idealizava para mim. Mudando um pouco de assunto, pais não mentem ao dizer que sentiremos falta da nossa infância.
                Hoje é um pouco diferente, um pouco não. É diferente.  O tempo vai passando e pensar e planejar o futuro passar a ser uma coisa mais séria. Mesmo que planejar o futuro seja tão certo quanto resolver um exercício de álgebra mascando chiclete (Fonte: Use o Filtro Solar). Mas mesmo assim parece inevitável, e quando se percebe, estamos pensando em como será nossas vidas se passarmos de ano, ou então se passarmos no concurso, ou então se mudássemos para outra cidade, ou então recomeçar do zero após uma perda, ou então pensamos em como seria se futuro fosse exatamente como esta sendo o presente. E não conseguimos parar de sonhar e pensar. Sabe, o futuro não é algo assustador. Se essa foi a imagem que passei, desculpa, mas falando de algumas experiências ao pensar no futuro, eu quis dizer que ele é envolvente e nos faz crer em alguma coisa nas nossas vidas.
                A postagem foi bem sentimental, né?! É somente um compartilhamento de um pensamento sobre o assunto. Como é bem vasto e atinge vários pontos de entendimento, pararei por aqui. E vou deixar com uma reflexão que fiz ao digitar este texto, só uma opinião sobre o futuro: Na cabeça, é tudo tão certo. Mas na realidade, é como se tentássemos segurar o ar nas mãos. Obrigada! 

sábado, 23 de outubro de 2010

Tendência

                Começando. Olá ! Deixei um tempinho o blog de lado pra pensar sobre o que falar neste post. E veio de surpresa. Mas é uma coisa que eu gostaria muito de compartilhar. Uma amiga essa semana me emprestou uma revista feminina. Eu a folhei para ver o que havia de interessante. Eu não sei, mas acho que peguei a revista errada em se tratando de interessante. Sério mesmo, talvez fosse eu naquele momento, mas eu não achei graça nenhuma. Uma das primeiras coisas que me diziam era o que eu devia vestir. O que esta in e o que está out. E eu achei engraçado que muitas pessoas odeiam quando outras dizem a esta o que fazer. Mas quando o aconselhador é uma mera revista de moda estes muitos seguem.
                Enquanto eu folheava, a revista me fez voltar no tempo. Uns três anos atrás. Bom, em relação ao cabelo, qual era o estilo mais querido das mulheres? Ah sim, o liso. Muitos secadores, pranchas e tratamentos com queratina foram vendidos a fim de deixar as mulheres de cabelos cacheados com os cabelos lisos. Quem se deu bem naquela época era quem já tinha este tipo de cabelo. Mas sim, atualmente, a mídia vem, como se diz mesmo, impondo, uma nova moda, as dos cabelos cacheados. Sim, sim, estas mesmas mulheres que alisaram o cabelo agora procuram tratamentos para reverter à química ou encaram outro tratamento para cachear os cabelos. Tudo bem, eu também não vi isso muito generalizado. Mas é isso que a revista prega hoje. Outro exemplo é como as bolsas eram enormes (as ditas maxibolsas ) e como ficaram pequenas, como as tiracolos. A tendência, né?!

                Não me interpretem mal. Eu sou mulher e gosto de roupas e calçados, talvez dê mais valor a isso do que deveria. Mas eu não estou falando do fato de gostar ou não gostar de certo tipo de bolsa ou cabelo. Só estou colocando a minha opinião sobre como a tendência mexem com as pessoas. Na revista estava escrito “O que não vai pegar bem pra você”, “Não use isso, você vai ficar brega” e mais “Preto fica melhor para o signo de Gêmeos”. Qual é?! Na revista dizia pra eu, que sou de Escorpião, usar preto, prata e outra cor lá. Mas eu simpatizei com as cores do signo de Áries e com o estilo de roupa do signo de Capricórnio. Ou seja, não é o signo que escolhe o que eu vou usar em um almoço de domingo, sou eu.
                Vou colocar só mais um exemplo. A moda colorida. Mais nada. Para ter ideia de que é uma alienação isso tudo. Os meus famosos três anos atrás, o que era mais impregnado? A moda EMO. Todos de preto, maquiagens pesadas para os tons mais escuros. O que aconteceram com aqueles adolescentes? Ah sim, rasgaram as calças preta e compraram calças coloridas. Agora o cool é isso. Mais uma vez, não estou julgando ninguém, não vejo problema nenhum em alguém usar uma calça verde limão. É só para ter uma base de como a tendência aliena as pessoas.
                Falando assim ate parece que não sou influenciada. Mas eu sou. Eu adorei a moda xadrez. Eu só não tenho tudo xadrez. Isso é a diferença de gostar e se tornar escravo da moda. Eu poderia passar paginas e paginas escrevendo sobre o assunto. Entretanto, eu pararei por aqui. Obrigada!

sábado, 9 de outubro de 2010

Ignorância

Muitos dias sem postar. Pois é. Mas foram ótimos motivos. Fui viajar, entendeu agora? Conhecer novos lugares, culturas diferentes, diversos tipos de gente é muito gratificante. Rio de Janeiro. Cidade muito bonita, com certeza. Eu fiquei impressionada. Sabe, sempre achei que o Cristo Redentor fosse muito maior. Mas isso não vem ao caso agora.
Na verdade, eu gostaria muito de entender o motivo de algumas pessoas do Sul do país, bem, falando mesmo, zoarem dos nortistas. Não consigo absorver mesmo um motivo plausível. Como moro em um Estado onde o forte da economia é a pecuária e a agricultura, as pessoas daqui são definidas como atrasadas e Cia. Mas quando cheguei ao Rio de Janeiro, me deparei com pessoas impressionadas por saberem que eu moro no norte do país e verem que eu não tenho cara de índio. Ironizando, certamente são os nortistas que são ignorantes. Mas não é preciso ir ate lá pra receber esse tipo de piadinha. Entrando em qualquer site de bate-papo e conectando-se em uma sala de pessoas do Sul do país, você acaba achando um engraçadinho que “se assusta” por saber que o povo daqui usa computador. Reforçando a minha ironia, é o povo do norte que é ignorante. É inacreditável que ate as pessoas indígenas sofrem com isso. Tem gente que acha que índio é bicho. Ai. Que a gente faz dança da chuva aqui. Ai. Que aqui é coberto de mata e nunca vimos um prédio. Ai, ai, ai. 
Não me entendam mal. Eu não estou açoitando ninguém de nenhuma região. Afinal, no geral nós todos somos brasileiros. Mas isso realmente me impressiona, e me preocupa de certa forma. Muitas pessoas não sabem que Tocantins é um Estado. E que Rio Branco é capital do Acre. Tudo bem, ninguém é obrigado a saber o nome de uma cidadezinha interiorana do Estado da Bahia. Mas qual é? Perguntar se Rondônia fica no Brasil? É verdade, isso tudo eu já ouvi e vi. As pessoas têm que rever os aspectos de ignorância. Não é porque se é carioca que é mais inteligente que um pernambucano. Isso é óbvio. Mas tem gente que só porque nasceu no Paraná, se sente. Coitado! É daí que se mede o nível de ignorância.
É, estou defendendo a população da região onde eu vivo. Afinal, independente da nossa raça, cor, religião e todas as baboseiras que nos fazem diferentes, o respeito é o melhor ato de gente de alto nível e pode estar presente em todos os lugares.

domingo, 19 de setembro de 2010

Comodismo.



Bem, direto ao assunto. Eu fiquei uns meses inteiros pensando em como ajudar a melhorar o mundo. Eu posso não mudar nem uma vírgula. Mas mesmo assim eu tentarei.
 Sabe que o que eu gostaria de fazer mesmo era poder levar as pessoas mais carentes um pouco mais de informação.  Isso! É isso que eu quero.  Eu gostaria mesmo era que todos nós saíssemos do comodismo.
                Como todos já estão cansados de saber, o ano político está ai. E com isso vêm aquelas propostas absurdas. A maioria da população não tem informação e vota somente por uma cesta básica. A população restante tem informação suficiente para poder entender o que é política e porque ela é mal praticada pelos políticos do nosso país. Mas é tudo culpa do comodismo do brasileiro. Quando dizem que nós empurramos com a barriga, é a mais pura verdade. E, sério mesmo, eu acho que ficou tão marcada as noções invertidas de Política no Brasil que os dicionários deveriam fazer uma distinção de Política, do grego politiká, que é a ciência do governo das nações, da Política Brasileira, do Brasil mesmo, que é a ciência da corrupção e falcatruas.
                Por que quem tem uma renda mais alta não estuda em colégios públicos como nos filmes estrangeiros de países de primeiro mundo?  Ou mais, por que é que os políticos iam ter a estúpida ideia (no ponto de vista deles) de colocar escolas de qualidade para todos? Porque o maior medo destes é criar mentes pensantes, mentes que buscam, ou seja mentes que não se acomodam com a situação em que estão. Quem está no poder, está fazendo nós nos acomodarmos com tudo, esta burlando nossas cabeças e fazendo-nos pensar que o Brasil nunca irá melhorar. Porque nossos políticos riem enquanto somente reclamamos de não termos hospitais públicos funcionando.
                Eu não estou escrevendo para defender ninguém, mas quem tem o poder de voto, por favor, realmente preste atenção nas propostas dos candidatos. Do mesmo jeito que muita gente levanta de manhã pra aturar o chefe no escritório, mas trabalhar, ou então pra capinar e plantar. Eles estão lá pra definir coisas escolhidas pela maioria da população. Um político hoje não tem que dizer que vai construir milhares de hospitais para a população, ele tem é que fazer funcionar (e bem) os que estão ai. Não é falar que vai construir mil escolas com merenda escolar (essa nem é a prioridade de uma escola), mas sim colocar um nível mais elevado de professores e REALMENTE dar recursos para os alunos. Assim, lutaremos igualmente por uma vaga de vestibular sem sistema de Cotas.
                Eu ainda tenho muita coisa para dizer sobre esse assunto, porque por muito tempo eu refleti sobre isso e percebi que ficar só reclamando não ia adiantar nada. Então, eu resolvi fazer este blog para que não só eu, mas você que está lendo, pudesse refletir também.
                Obrigada! Espero postar mais em breve!